sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESPÍRITO EM CENA - DRAMAS E COMÉDIAS!

Nosso domingo de ensaio foi diferente porque na verdade não ensaiamos por não termos apresentações mais até agosto. Realizei vários jogos teatrais onde eles pudessem exercitar tanto o drama como a comédia.
Começamos a trabalhar em nosso novo projeto e precisaremos muito fazer muitos exercícios de drama e comédia, pois a nova peça irá ter cenas que misturaremos muitos desses ingredientes, em dado momento drama em outro comédia.
O ator precisa exercitar essas formas, sentir, saber mudar corpo, face, voz, atitudes, depende do tipo de peça de cena, dramática, cômica, é necessário todo um jogo não só de corpo como de emoção, sentimento e de posição no palco.
Apliquei jogos de improvisação, pedindo que fizessem comédia ou drama, sem texto, tudo foi criado por eles eu apenas dei o tema a ser apresentado e a forma, comédia ou drama.
Interessante ver como eles desenvolvem as cenas. Em dado momento tudo é muito cuidadoso, mesmo sendo uma improvisação, a cena é feita com muita originalidade, com começo, meio e fim. Há outros momentos que tudo é jogado, começa até bem e termina muito estranho, de repente, sem final, ou tem um começo ruim e um final muito bom, improvisar tudo acontece.
E nesses jogos é que vamos vendo como cada um se comporta como o ator trabalha consigo mesmo, os jeitos, os vícios, as técnicas, a originalidade de cada um. Descobri coisas boas em muitos e claro precisamos corrigir muitas outras ainda.
Cada ator tem uma característica um pode pender mais para a comédia, outro mais para o drama, outro consegue se sair bem nos dois ou em outros tipos de peças, melodramáticas, fantasiosas, infantis, mas o ideal é que o ator possa se sair bem em todos os tipos de peças. Ele precisa aprender a representar em qualquer situação, aceitar todos as personagens sem medo, é arriscar, descobrir, encarar, e isso só conseguimos fazendo.
Cada cena por eles feita verifiquei tudo o que podia, postura, voz, atitudes, se funcionou o drama e a comédia. Houve cenas que começaram dramáticas e viraram comédias ou vice e versa. Não conseguiram segurar a onda até o final.
Contudo o resultado foi positivo no geral, precisamos fazer muito, trabalhar muito, mas o caminho é esse. O texto da próxima peça ainda está sendo trabalhado, escrito, tem muito para colocar no papel, e irei trabalhar com eles nesses próximos ensaios muito do que farão em cena.
O teatro é um trabalho artesanal, de passos, muita repetição, muito aprimoramento, muito aprender a toda hora, porque ele é acima de tudo sentimento e emoção!
Os exercícios irão nos ajudar muito em todos os aspectos, às vezes parece que não tem nada a haver com nada e só mais lá na frente que o ator entende o porquê de ter feito tal coisa antes, é uma descoberta constante e ininterrupta, cada ensaio, cada jogo teatral nos descortina muito mais do que imaginamos, se não for no momento, será na hora em que o ator precisar.
Trabalho novo, direções novas, mas ainda teremos uma apresentação do drama “As Notas” em agosto!!! Aguardem mais notícias!!!
Teatro é ação estaremos em cima de uma nova produção, contudo ainda estaremos envolvidos com “As Notas”, saber fazer dois trabalhos ao mesmo tempo, diferentes personagens é um exercício e tanto para o ator!!! A cabeça vai pirar!!! E isso é maravilhoso!!!!

Álbum Alma Espírito!!!

O elenco em aquecimento antes de entrar em cena. Nesse momento tudo pode acontecer!!! Aquece muito mais do devia às vezes!!!


"Vídeo Arte" - Craig Armstrong - "Glasgow Love Theme" - Tema de amor de Glasgow - Cada um tem um tema musical na vida, podem mudar conforme está nossa vida. Músicas alegres, tristes, suaves, nosso tema sempre irá mudar...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ALMA CULTURA - LOST É ESPÍRITA!!!

Faz um tempo que não falo sobre o que está acontecendo na televisão nossa de cada dia, assim hoje resolvi falar de um momento este ano que muitos esperaram por longos seis anos, o final da série “Lost” que desde 2004 colocou quem a seguiu em várias indagações.
A série que contava a história de sobreviventes de um vôo que cai em uma ilha e lá vivem mistérios inexplicáveis que deixávamos nós telespectadores curiosos como tudo aquilo podia acontecer com as personagens. Afinal cada episódio o enredo ficava mais complicado e nenhuma resposta vinha. Onde queriam chegar com todo emaranhado de situações? E assim ficamos todos nós durante seis temporadas tentando descobrir o que era a ilha, como as personagens saíriam dali, o que todas aquelas personagens tinham em comum para estarem juntas vivendo em uma louca montanha russa onde tudo era permitido acontecer com elas?
Durante seis temporadas, presenciamos a queda do avião na ilha, os sobreviventes na tentativa de sair do labirinto em que foram colocados, e aos poucos fomos conhecendo cada personagem e seus dilemas através das cenas do passado de suas vidas, em outros momentos fomos levados ao futuro, ao passado, presente, tudo em uma grande produção que cada vez mais nos instigava a jogar várias teorias no ar para tentar responder o que era afinal toda essa série e onde queriam os criadores chegar com tantas idas e voltas no tempo, separações, reencontros, brigas, vinganças, ódios, cada ano que passava mais respostas ficavam sem explicações.
Confesso que chegou uma hora em que pensei deixar de assistir por estar cansando, houve momentos que pareciam que os autores tinham se perdido também, ou seja, os criadores de “Lost” estavam mais “Lost” que os próprios telespectadores.
Contudo acabava uma temporada e iniciava-se outra e eu lá estava de novo, eles conseguiram mesmo sem respostas amarrar tão bem as personagens a nós que continuávamos vendo para saber o destino dessa trama toda.
E chegou então o final, sexta temporada, muito mistério, nada podia vazar na mídia, segredos, mas uma coisa foi dita pelos produtores e cumprida, muitas perguntas ficariam sem respostas e realmente ficaram.
O último episódio que teve duas horas e meia de duração não respondeu todos os enigmas, mas será que precisariam responder? Era uma obra de ficção e em muitos casos nem tudo dentro de uma ficção precisa ser explicado, apenas divertir, fazer o público pensar, entretanto dar todas as respostas na minha opinião não precisavam fazer isso, e penso que os criadores e produtores de tal espetáculo agiram certo, contaram uma história, revelaram algumas situações, outras que cada um tire sua conclusão e reflita ao final.
E então estavam todos mortos? Descobre-se isso nas últimas cenas da série, mas a morte não existe continua-se, isso mesmo, somos eternos. O que vimos nesses seis anos de série foram a vida dessas personagens, o passado, a morte de todas elas, a angustia, o desespero de não saber o que houve, a busca de uma saída, eles viveram uma perturbação total após a morte do corpo e como espíritos tentavam sair daquele pesadelo, assim várias possibilidades foram abertas. O que poderia ocorrer se saíssem da ilha, como seriam suas vidas se o avião não houvesse caído, elas buscavam respostas e todo tipo de ilusão foi criadas por elas mesmas na ansiedade de descobrir a verdade.
Cada uma precisava entrar em paz consigo mesma para que conseguissem então descobrir a realidade para se reunirem e partirem para outra fase da vida, não só espiritual como reencarnarem, em dado momento uma personagem diz a outra: “Nos veremos na próxima vida.”
Nos últimos episódios houve perdão, personagens que haviam cometido o mal contra outras se redimiram ajudando-as, inimizades acabaram, o vilão maior morreu, todos os casais se reencontraram e ficaram juntos. Houve uma verdadeira redenção de todos os atos. E a aceitação da nova realidade que fez com que todos saíssem de suas ilhas de dores, mistérios e segredos.
A penúltima cena mostra o pai de Jack abrindo a porta de uma igreja onde todos estão sentados e a luz invade o ambiente eles encontram a harmonia e estão prontos para começarem uma nova etapa.
Na última cena Jack deita na ilha fecha aos poucos os olhos até cerrá-los de vez, o avião deixa a ilha, um cão ao seu lado, a aceitação de sua própria morte o liberta de si mesmo. Fim!
Mais espírita do que isso é impossível, os autores talvez nem pensassem em tal objetivo, mas naturalmente foram levados para isso, a mensagem de “Lost” é que a vida continua e que precisamos nos resolver como almas que somos para encontrar a paz e reencontrar e estar com quem amamos e nunca desistir, sempre tentar saídas de todas as formas e que mesmo depois de deixarmos a carne temos como resolver nossos problemas, ou seja, nunca percamos a esperança!!!
Eu particularmente gostei do final e das resoluções e mesmo aquelas que não foram respondidas não me fazem falta, e ao final disse a que veio, um final positivo, emocionante, harmonioso, não foram seis anos perdidos, foram seis anos achados!!!



Álbum Alma Espírito!!!

As estrelas tentam brilhar a qualquer custo!!!! Sai da frente que eles irão entrar em cena!!!!






"Vídeo Arte" - Gabrielle - "Sometimes" - Algumas Vezes - Algumas vezes nos amamos, nos odiamos, nos damos bem, não nos falamos, cometemos erros, acertos, mas sempre estamos juntos!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ESPÍRITO DA ALMA - A COPA - CENA 01

CENA 01(Palco vazio luzes acesas entra em cena Fátima correndo com uma bacia de pipoca na mão cheia. Vai até a boca de cena, olha para platéia, finge pegar um controle remoto e liga a televisão que é na verdade o público. Fátima senta no meio do palco com os olhos fixos no público como se estivesse assistindo a TV.)

Fátima – Adoro a copa do mundo, nossa paro de fazer tudo. (Ela come a pipoca loucamente.) (Entra Ricardo em cena segurando alguns papéis pelo lado direito, ele lê e vai passando por trás de Fátima, quando percebe que ela está no meio do palco.)
Ricardo – Fátima?
Fátima – O que foi?
Ricardo – Você não vai trabalhar?
Fátima (Ela come mais pipoca, e canta sem prestar muita atenção.) – Que? Trabalhar? A copa...
Ricardo – Copa? Que copa? Nosso apartamento não tem copa...
Fátima – Copa do mundo, futebol...
Ricardo – Fátima pouco me interessa o futebol. Olha esses papéis... (Ele fica na frente dela que não consegue ver a televisão.)
Fátima – Depois eu olho... Sai da frente da TV.
Ricardo (Impaciente.) – São suas contas, aqui tem um monte de coisas que não precisamos cornetas, bandeiras, bolas, camisetas de futebol... Ficou louca?
Fátima – Fiquei louca pela copa e se você não sair da frente da TV te taco essa bacia de pipoca na cabeça.
Ricardo – Sou eu quem vai jogar essas contas na sua cabeça. Agora vira fanática por futebol e nossas contas sobem como foguete. Primeiro não precisamos de 10 camisetas da seleção, nem de 1.200 bandeirinhas. Só se vamos fazer uma festa junina aqui no apê e queimar a mobília como fogueira de São João.
Fátima – Tá, tá, exagerei um pouquinho...
Ricardo – Um pouquinho? O que são essas chuteiras, esses meiões... Você vai usar?
Fátima – Quem sabe? Ué resolvi mudar meu figurino. Sai da frente.
Ricardo – Figurino? E as 35 bolas de futebol são para quê???
Fátima – Para decoração...
Ricardo – Decoração???
Fátima (Sem jeito.) – Ah Ricardo quantas perguntas. Eu só curto futebol...
Ricardo – Desde quando?
Fátima (Ela levanta e começa a andar de um lado para o outro.) – Eu não sei, de repente me deu uma vontade de comprar as coisas de futebol as meias, os calções...
Ricardo – Calções???
Fátima – As cornetas, fiquei viciada na copa, tudo verde amarelo, tudo tem que ter a copa na minha vida, sei lá será que tô maluca?
Ricardo – Tá? Acho que sempre foi na verdade, só piorou...
Fátima – Então quero ver, ouvir futebol, quero gritar, golllllllllllll... Quero comemorar... Eu não era assim o que está acontecendo comigo Ricardo? (Ela se ajoelha aos pés dele.)
Ricardo – Calma Fátima vamos ver, sei lá de repente você só exagerou, entrou na onda de todos que são fanáticos e não tem noção do que fazem ao assistir a copa. Mas me conte quando começou essa loucura da copa que não percebi.
Fátima (Ela levanta e vai anda na direção esquerda.) - Nem eu mesma sei, acho que foi quando comecei a jogar futebol apenas por recreação lá na academia e quando vi já tava discutindo com os homens sobre futebol, os times, a copa...
Ricardo (Constrangido.) – Você discute futebol com homens?
Fátima – É minhas amigas não gostam muito...
Ricardo – Fátima você fica discutindo futebol com os marmanjos da academia e por isso nunca chega para janta, deixa tudo em desordem, ficam mais com eles do que comigo?
Fátima – É, talvez, não sei, você não gosta de futebol, só fica no seu trabalho, aí sei lá achei atraente essa vida futebolística.
Ricardo – Você sabe que eu trabalho muito, mas sempre estou aqui para o jantar, procuro estar com você o tempo que posso, tenho disponibilizado isso em minha vida, e você cada vez mais distante.
Fátima – Olha, mas tudo vai voltar ao normal assim que a copa acabar.
Ricardo (Nervoso.) – Quando a copa acabar? Não Fátima quero que volte antes disso.
Fátima – Não sei se conseguirei. (Ela olha para o público que é a televisão.) – O jogo começou...
Ricardo – E você vai ver?
Fátima – Gostaria muito.
Ricardo – E as contas, as bolas, as cornetas...
Fátima – A gente usa depois... (Ela senta no meio do palco. Ricardo ainda com os papéis na mão olha para ela sem entender nada. Ela pega a bacia de pipoca e continua comendo e olhando fixamente para a TV. Ele vai saindo por trás dela pelo lado esquerdo. Sai de cena. Demora alguns segundo talvez um minuto em silêncio, quando da coxia Ricardo grita.)
Ricardo – Fátima... Fátima...
Fátima – Que gritaria é essa? Tô vendo o jogo. (Ricardo volta assustado, cara estática, em choque.)
Ricardo – Fátima tem um homem morto na nossa mesa da cozinha.
(Fátima enfia a cara na bacia de pipoca e come avassaladoramente e ri, ri, muito. Ricardo não acredita no que acontece, sua cara é de incrédulo.)
(Continua na próxima semana.)

Álbum Alma Espírito!

Todos mais descontraídos antes de entrar em cena. Aqui começam a demonstrar quem realmente são!


"Vídeo Arte" - Lynden David Hall - "All You Need Is Love" - Tudo o que você precisa é amor - Todos nós precisamos, tem alguém que não???