quinta-feira, 8 de julho de 2010

ALMA CULTURA - TÔNIA CARRERO

Carrero, Tônia (1922)
Biografia
Maria Antonieta Porto Carrero Thedim (Rio de Janeiro RJ 1922). Atriz. Musa de Ipanema dos anos 40, Tônia Carrero torna-se uma atriz de prestigio, protagonizando muitos espetáculos no Teatro Brasileiro de Comédia; posteriormente tendo sua própria companhia, a Companhia Tônia-Celi-Autran. Vencendo o estigma da beleza, firma-se, ao longo do tempo, como uma intérprete madura, e capaz de realizar papéis dramáticos.
Forma-se em educação física e tem sua iniciação teatral num rápido curso com Jean Louis Barrault, em Paris. Depois de fazer pontas, a partir de 1947, em alguns filmes, estréia profissionalmente no palco do Teatro Copacabana, no Rio de Janeiro, em 1949, na companhia de Fernando de Barros, fazendo, ao lado de Paulo Autran e sob a direção de Silveira Sampaio, Um Deus Dormiu Lá em Casa (Anfitrião), de Guilherme Figueiredo, já angariando prêmio de atriz revelação pela Associação de Críticos Cariocas, e chamando logo a atenção pela sua beleza e malícia. Segue-se em 1950, na mesma companhia, e com direção de Ziembinski, Amanhã, Se Não Chover, de Henrique Pongetti.
Em 1951, muda-se para São Paulo, contratada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz; vindo a estrear no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, em 1953, obtendo sucesso pessoal, sob a direção de Adolfo Celi, em Uma Certa Cabana, de André Roussin. Sua curta trajetória no TBC inclui participações em: Uma Mulher do Outro Mundo, de Noel Coward, novamente dirigida por Celi, 1954; no mesmo ano, Negócios de Estado, de Louis Verneuil e no papel-título em Cândida, de Bernard Shaw, ambas direções de Ziembinski; e Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida, mais uma encenação de Adolfo Celi.
Desliga-se da companhia paulista para fundar no Rio de Janeiro, junto a Adolfo Celi, agora seu marido, e o seu grande amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran, CTCA, que estréia em 1956 com Otelo, de William Shakespeare, em que Tônia faz uma elogiada Desdêmona. Na empresa da qual é sócia, Tônia protagoniza grande parte das produções, o que lhe permite, no contato com um repertório eclético, ir amadurecendo o seu ofício. Sob a direção de Celi, atua, entre outras, em: A Viúva Astuciosa, de Carlo Goldoni, Entre Quatro Paredes (Huis Clos), de Jean-Paul Sartre, ambas de 1956; Frankel, de Antônio Callado, 1957; Calúnia, de Lillian Hellman, 1958. Em 1960, recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz por Seis Personages à Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello, estreado no ano anterior.
Em 1965, sem a estrutura da CTCA, sem a presença de Adolfo Celi, que havia guiado e impulsionado a sua carreira, Tônia cria a sua própria empresa, a Companhia Tônia Carrero, que não é mais um conjunto estável, mas uma firma que viabilizará as esporádicas montagens protagonizadas pela estrela. Interpreta com graça, ao lado de Paulo Autran, A Dama do Maxim's, de Georges Feydeau; agora dirigida por outro diretor italiano, Gianni Ratto, 1965. Em 1968, alcança um ponto alto em sua carreira, com a patética Neusa Suely, personagem principal de Navalha na Carne, de Plínio Marcos. Sob a vigorosa direção de Fauzi Arap, artista que muito a influencia nessa fase, Tônia despe-se da sua proverbial beleza e elegância, para mergulhar fundo no sofrimento e nas humilhações de uma miserável prostituta, levando os prêmios Molière e Associação de Críticos Cariocas. Em 1970, volta a ser dirigida por Fauzi, experimentando, em companhia de Paulo Autran, um drástico insucesso em uma montagem de Macbeth, de William Shakespeare. Em 1971, ela interpreta a Nora de Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen, sob a direção do seu filho Cecil Thiré. Ainda com ele, em 1974, comemora seus 25 anos de teatro com o grande sucesso comercial de Constantina, de Somerset Maugham. Protagoniza Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams, com direção de Flávio Rangel, 1976. Dirigida por Antunes Filho, faz a pesonagem Marta de Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, de Edward Albee, 1978. Com direção de Adolfo Celi, em visita ao Rio de Janeiro, faz a comédia Teu Nome É Mulher, de Marcel Mithois, 1979. Protagoniza A Volta Por Cima, texto e direção de Domingos Oliveira, com direção do autor, 1982. Volta a contracenar com Paulo Autran, e sob a direção deste, no árduo texto de Marguerite Duras, A Amante Inglesa. Interpreta em 1984, com êxito de bilheteria, o papel de Sarah Bernhardt, em A Divina Sarah, de John Murrel, direção de João Bethencourt.
A partir de 1986, Tônia Carrero parece mudar radicalmente os rumos de sua carreira, deixando de investir em clássicos e textos de resultado garantido, para correr o risco na produção e na interpretação de textos modernos, com encenadores de linguagem investigativa. Sua interpretação surpreende público e crítica em Quartett, de Heiner Müller, dirigida por Gerald Thomas, que ela conhece na Off-off Brodway, em Nova York, e traz para o Rio de Janeiro, recebendo o Molière de melhor atriz. Em 1989, sob a direção de Marcio Aurelio, comemora 40 anos de carreira encenando um solo: vivendo Zelda Fitzgerald em Esta Valsa é Minha, de William Luce, Tônia mostra agilidade movimentando-se coreograficamente entre tapadeiras móveis no palco do Teatro Glória. Em 1990, reencontrando o parceiro de cena Paulo Autran, aventura-se em Mundo, Vasto Mundo, uma coletânea de textos de Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987).
Na década de 1990, atua novamente sob a direção do filho Cecil Thiré em Ela É Bárbara, de Barillet e Grédy. Em 1999, associa-se mais uma vez a um encenador mais jovem, Eduardo Wotzik, para realizar Um Equilíbrio Delicado, de Edward Albee. Em 2000, está ao lado de Renato Borghi em O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov, direção de Élcio Nogueira.
Desde o início de sua carreira, Tônia mantém trabalho regular no cinema e na televisão.
O crítico Yan Michalski analisa seu crescimento como atriz: "Tônia Carrero (...) ocupa uma posição à parte entre as atrizes da sua geração. A sua estonteante beleza e a sua inata aura de estrela criaram em torno dela, por muito tempo, a imagem de uma atriz inegavelmente sedutora, mas um tanto peso leve e superficial, predestinada a brilhar em comédias inconseqüentes, mas dificilmente apta a enfrentar desafios mais complexos. Ela foi afiando pacientemente o seu instrumental interpretativo, revelando progressivamente uma sensibilidade, uma intuição e uma gama de recursos que lhe permitem abordar papéis frontalmente opostos à sua imagem padronizada. E a maturidade trouxe-lhe uma ousadia que tem ampliado substancialmente a sua dimensão de artista, sem prejuízo da sua presença sempre elegante e sedutora, e dotada de um prodigioso dom de eterna jovialidade".

Fonte: Itaú Cultural

Álbum Alma Espírito!!!!

Que animação do elenco com o novo texto, vejam só a pose de um de nossos mais novos atores, dá gosto de ver... Isso promete galera!!!!



"Vídeo Arte" - Tônia Carrero e Paulo Autran em "Um Deus Dormiu Lá em Casa" dupla de primeira em cena!!!


"Vídeo Arte" - Tônia Carrero como Stela na novela "Água Viva" de 1980!



"Vídeo Arte" - Tônia Carrero e grande elenco em "Sassaricando" - novela de 1987, cenas hilárias que não se fazem mais!!!


"Vídeo Arte" - The Bangles - "Walk Like An Egyptian" - Andar como um egípcio - Como nós andamos? Reparamos no outro e nosso andar como vai???

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESPÍRITO DA ALMA - A COPA - ÚLTIMA CENA!

CENA 05 (Adalberto fica na condição de defesa. Fátima, Ricardo e Silvia olham para ele e para a coxia como se alguém você entrar. Suspense. Música. Enquanto dialogam eles andam pelo palco tirando a bacia de pipoca um do outro como se fosse um jogo de futebol, tipo marcação, e comem, criar uma situação cômica.)

Fátima (Comendo pipoca.) – Defunto defuntando?
Ricardo (Pega a bacia da mão de Fátima e come.) – Espírito?
Silvia (Tira a bacia de Ricardo e come.) – Que alma penada nada...
Adalberto (Pega a bacia, olha, hesita, mas come. Silvia torce para que algo aconteça.) – Você sabe quem está na cozinha.
Ricardo (Pega a bacia e come.) – Sabe?
Fátima (Agarra a bacia e come.) – Claro ela é a cúmplice...
Silvia (Pega com raiva a bacia e engole as pipocas.) – E você não sabe queridinha?
Ricardo (Com raiva pega a bacia e engole ferozmente as pipocas.) – Afinal quem está morto na cozinha? (Da cozinha ouve-se um espirro, dois, três...)
Adalberto (Tira a bacia de pipoca e come.) – Meu irmão gêmeo alérgico a pipoca...
Ricardo e Fátima (Pegam a bacia de pipoca e comem juntos.) – Irmão gêmeo???
Silvia (Pega a bacia e come.) – O outro.
Fátima (Arranca a bacia e come.) – O que eu sabia é que Adalberto dava golpes.
Ricardo (Puxa a bacia com força e come.) – Golpes?
Silvia (Tira a bacia e come.) – Um golpista pé de chinelo, aliás dois, o Adamastor também.
Ricardo e Fátima (Arrancam a bacia e comem.) – Adamastor?
Adalberto (Tira a bacia e come,) – Meu irmão, um fica no lugar do outro.
Ricardo (Puxa a bacia com raiva.) – E você Fátima anda agora com golpistas?
Fátima (Arranca a bacia com força e come.) – Ele me confessou em segredo.
Adalberto (Pega a bacia e come.) – Muito peso para levar sozinho. (Adamastor espirra de novo.)
Silvia (Arranca com raiva a bacia e come.) – Peso? Que história mal contada, quem segura tuas barras e do seu irmão louco sou eu não precisa dividir nada com ninguém...
Ricardo e Fátima (Tiram a bacia e comem assustados.) – Louco?
Adalberto (Pega a bacia e come.) – Louco moderado ele não morde.
Silvia (Pega a bacia e come.) – Só late... (Espirros seguidos da coxia.)
Fátima (Pega a bacia e come olha para a TV em direção ao público e grita.) – Nãooooooooooo.... (Todos se assustam. Eles param no centro do palco e seguram juntos a bacia cada um pegando pipocas.)
Fátima – O Jogo tá no fim... E estamos perdendo, como isso aconteceu?
Adalberto – Que desgraça... (Espirros da coxia.)
Ricardo – Você mesmo falou que o time era ruim...
Silvia – Jogo de futebol que primitivismo...
Todos – Primitivismo??? (Olham com ar de condenação para ela.)
Silvia – Só um comentário. (Fátima olha de novo para a TV seu rosto se transforma, começa a tremer a bacia treme junto, eles comem, ela grita desesperada ao mesmo tempo em que segura a bacia e come, fica somente ela com as pipocas.)
Fátima – Perdemos, acabou e agora??? (Ricardo vai consolá-la.)
Ricardo – É só um jogo de futebol.
Fátima – É minha vida, minha alma, meu ser, meu prazer...
Ricardo – E eu nessa história???
Fátima – Você? Você... (Olha para a TV e para ele e chora. Silvia e Adalberto sem que eles percebam se afastam para o fundo do palco saem de cena, voltam em seguida carregando todas as roupas e acessórios que Fátima comprou para a copa e embaixo de tudo isso está alguém representando o irmão gêmeo de Adalberto que não mostra o rosto e saem todos de cena. Alguns segundos passam, silêncio em cena, Fátima fica quieta. Ela pega o controle remoto e desliga a TV. Ricardo apenas acompanha a sua ação.)
Fátima – Que silêncio... (Os dois olham para os lados andam olham em tudo saem de cena indo para a coxia e voltam e sentam.)
Ricardo – Eles escaparam.
Fátima – Muita loucura tudo isso. Afinal o que aconteceu aqui?
Ricardo – Nem idéia, mas será que alguém sabe o que aconteceu nesses dias de copa?
Fátima – O país parou, nós paramos, tudo girou em torno da bola...
Ricardo – Mas sabe que pensando bem nossa vida é como uma partida de futebol.
Fátima – Corremos...
Ricardo – Driblamos...
Fátima (Levanta.) – Atacamos...
Ricardo (Levanta.) – Defendemos...
Fátima (Pulando e correndo pelo palco.) – Chutamos para escanteio...
Ricardo (Acompanha Fátima.) – Chutamos para fora...
Fátima – Cometemos falta...
Ricardo – Às vezes somos expulsos...
Fátima – Damos bicicleta...
Ricardo – Cabeçadas...
Fátima – Levamos advertência...
Ricardo – Não acreditamos no que fazemos...
Fátima – Lamentamos o lance perdido...
Ricardo – Vamos fundo...
Fátima e Ricardo – E então (gritam.) – É gollllllllllllllllllllll.... (Eles param um de frente para o outro, olham para o público, andam até a boca de cena pegam a bacia de pipoca e oferecem a platéia.)
Fátima e Ricardo – Vai uma pipoca aí???
FIM

terça-feira, 6 de julho de 2010

O ESPÍRITO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA!

Olá galera a partir de hoje vamos usar o livro “Nas Fronteiras da Loucura” do espírito Manoel P. de Miranda, psicografado por Divaldo Franco nesta nossa coluna de terça. O assunto como diz o próprio título do livro é a loucura, mas aqui especificamente a loucura dentro da ótica da obsessão, ou seja, pelas influências espirituais que todos nós podemos sofrer. Vamos começar colocando alguns trechos da introdução.
“É muita diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental. Transita-se de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente, uma mudança expressiva no comportamento da criatura. Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de um trabalho digno entre muitos outros fatores, podem levar o homem a transferir-se para a outra faixa da saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar à posição regular, à de sanidade.
Problemas de ordem emocional e psicológica, mais costumeiramente conduzem a estados de distonia psíquica, não produzindo maiores danos, quando não se deixa que se enraízem ou que constituam causa de demorado trauma...
A obsessão é uma fronteira perigosa para a loucura irreversível. Sutil e transparente, a princípio, agrava-se em razão da tendência negativa com que a agasalha o infrator dos soberanos códigos da vida. Dando gênese a enfermidades várias, inicialmente imaginárias, que recebe por via telepática, pode transformar-se em males orgânicos de conseqüências insuspeitadas, ao talante do agente perseguidor que induz a vítimas que o hospeda, a situações lamentáveis. Comportamentos que se modificam, assumindo posições e atitudes estranhas, mórbidas, exprimem constrição de mentes obsessoras sobre aqueles que se lhes submetem, mergulhando em fosso de sombras e de penoso trânsito... Há muito mais obsessão, grassando na Terra, do que se imagina e se crê.”

Sanidade e insanidade andam juntas, se nós fizermos um estudo bem profundo de nosso espírito veremos como andamos entre as duas condições, há momentos que a sanidade está ali clara e em outros a insanidade toma conta de um jeito que nos transformamos em monstros. Tudo muito rápido há pessoas que mudam de atitude em milésimos de segundos, a mudança é violenta, em outras essa mudança é tão sutil que parece que tudo está normal, mas há um grande problema que começa a crescer.
Nosso interior, o que carregamos conosco é um grande mistério porque nem nós sabemos bem como funcionamos, como vamos reagir em dados momentos da vida. Na teoria parece que vai ser fácil passar por tudo, mas na prática é quando encaramos a nossa verdade.
Podemos enlouquecer??? Todos nós podemos sair do estado dito normal e passar a ser anormal em decorrência de muitos fatores mencionados pelo autor espiritual do texto acima e outros, principalmente se houver um fator espiritual com o qual nos deixemos enredar com aceitação e cumplicidade nossa. Obsessão, causa de muitas “loucuras” que estão por aí povoando o planeta.
Precisamos ficar atentos em nossas atitudes ver se não há modificações de hábitos se de repente não nos pegamos em situações estranhas ou falando coisas sem coerência, sempre nos achamos normais, mas será que somos sempre tão sãos??? Tenho minhas dúvidas.
Na próxima semana continuaremos com o tema que é de suma importância para podermos entender a nós mesmos e ao próximo que esteja passando por uma situação desta. Tudo é muito delicado dentro deste aspecto obsessivo por isso todo cuidado é pouco. Atenção a nós e aos outros!



Álbum Cia. de Artes Alma Espírito!!!


Todo elenco concentrado na leitura do nosso novo texto cada um conhecendo as personagens, a história, primeiro contato com o texto é sempre uma ansiedade, o que vem por aí??? Aguardem!!!!






"Vídeo Arte" - Cynthia Hinds - "Let´s Fall In Love Again" - Vamos nos apaixonar novamente - Voltamos amar alguém ou algo depois de muito tempo? Será que há a volta do amor?? Amor volta ou acaba para sempre? Amor acaba?...