sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ESPÍRITO EM CENA - TEMPO, TEMPO, TEMPO!!!

Nossos ensaios renderam muito nesta semana que passou, aproveitamos o feriadão e ensaiamos de domingo à terça. E que diferença faz ensaiar em dias seguidos, como o espetáculo cresce e conseguimos acertar cenas e interpretação mais rapidamente. Tudo vai tomando forma.
No domingo terminamos de encenar as últimas cenas que vai da 15 a 18, repassamos muitas vezes algumas cenas dentro das cenas, porque há várias situações dentro de uma cena inteira, a 15 que engloba as novelas da década de 70, tem reviravoltas, entrada e saída de personagens, tudo muito rápido e com sentimentos e emoções bem diferenciadas. Muitos detalhes a serem trabalhados em cada ator juntamente em cada cena, todos nós precisaremos de muita concentração, atenção em toda a peça. Marquei muitos pontos necessários nessas últimas cenas. Depois falamos sobre o que falta em nosso figurino, cenário, os acessórios e detalhes da divulgação, ingressos, cartazes, afinal tudo isso sai do nosso bolso e dinheiro....
Na segunda ensaiamos na sala de casa mesmo, e pela primeira vez passamos a peça toda ainda com todos lendo o texto. O tapete da sala foi o palco e que susto a peça na íntegra ficou cronometrada em 3 horas. Como fizemos um intervalo para o almoço, ficamos na seguinte situação, da cena 01 à 10 a duração foi de 1 hora e 40 minutos. Logo depois do recreio passamos da cena 11 à 18 tivemos a duração de 1 hora e 20 minutos, estouramos todo o tempo possível. Claro aqui conta a falta de texto decorado, o espaço, e tudo mais, contudo constatamos que “Nós Somos Encantados” está enorme. O que fazer? Bem no início pensei em até adiar a estreia deste ano para o outro, porém, eu não gosto de começar um trabalho em um ano para continuar em outro, corta, e quando volta parece que não fizemos nada, o melhor então é cortar algo, mas o quê? Primeiro é todos os atores estudarem o texto e decorar as falas, isso já corta tempo, outra é reduzir algumas cenas ou cortá-las por inteiro, um jeito temos que dar para que fique um bom espetáculo na medida certa. Bem ainda tínhamos o ensaio da terça para fazer ajustes e ver o que realmente deveríamos fazer, eu particularmente não gostaria de cortar nada. Contudo se não houver outra forma teremos que arredondar mais a peça. Agora é estudar muito o texto.
Na terça ensaiamos no salão de festa do prédio, a dança do espaço é natural para uma Cia de teatro, cada ensaio está em um lugar. O salão de festas já virou nossa sala de ensaio há muito tempo. Um espaço bom e que pudemos realizar mais do que nos outros dois ensaios. Comecei com aquecimento e peguei algumas cenas mais delicadas em ação e movimento de atores e marquei novos tempos, novas diretrizes e repassamos muitas vezes, antes pedi que cada um durante um minuto representasse a personagem que tem maiores dificuldades para interpretação para que trabalhasse o sentimento, o físico, emoção, deixar fluir, foi um resultado regular, nem todos conseguiram, outros ficaram no meio do caminho e alguns conseguiram deixar a personagem acontecer, normal no processo, mas preciso que todos sintam as personagens e façam elas viverem no palco. Como disse repassei os movimentos de certas cenas e então começamos o ensaio com o propósito de encurtar a duração.
O ritmo foi outro, a energia diferente, começamos no pique e novamente fizemos da cena 01 à 10 e dessa vez a duração foi de 1 hora e 20 minutos, 20 minutos foram cortados só no pique das cenas sem necessidade de cortes no texto. Parada para a barriga ser alimentada e voltamos para fazer da cena 11 à 18, e para nosso alívio fechamos em 59 minutos, cortamos 21 minutos e assim ao total ficamos com 2 horas e 19 minutos sendo que esses 19 minutos é texto lido, não decorado, quando todos nós estivermos com o texto na boca esses 19 minutos sumirão, assim espero. Ensaiar todos os dias faz uma diferença brutal em todos os sentidos, o tempo melhorou a interpretação de todos começa a ganhar mais ação, vida, a estrutura do espetáculo fica mais visível, no ensaio de terça deu para ver que “Nós Somos Encantados” funciona muito bem. E ainda tende a ficar muito melhor. Decidimos algumas coisas e todos nós nos comprometemos a estar com o texto decorado e afiado até dia 24 para que tenhamos tempo suficiente para ler e estudar todas as nossas personagens. Agora é ver o que falta para o figurino, cenário, detalhes e ensaiar muito nos próximos domingos, feriados, sábados para que dia 6 de novembro estejamos bons, no pique, no tempo certo.
Fico a pensar na peça todos os dias, nos detalhes nas mudanças que posso fazer na direção e como fazer os atores serem melhores em suas interpretações, vivo teatro mais do que 24 horas por dia, é pensamento corrente na alma, espírito vibra palco, personagens, atores, cenas, quanto ainda preciso fazer para que essa peça melhore muito, não paro de pensar em cada cena, em cada movimento, em cada detalhe, teatro toma conta do ser diretor em tempo integral, quanto a aprender ainda... Tenho muito chão para saber dirigir com maestria e saber tirar o máximo de todos os atores... Sempre olhar para frente, para os lados, para dentro de mim e de cada um, o olhar me dá respostas para muitas soluções que eu preciso, não estou sozinho, mas como diretor no meu habitat tudo corre somente em mim, só meu espírito sabe o que se passa entre eu o diretor e o espetáculo que está em geração...

SOM & FÚRIA!!!

Álbum Alma Espírito!!!


Quase todo elenco em cena... Que muvuca... Onde vamos parar??? Isso promete... "Nós Somos Encantados" dia 6 de novembro!!!!

Todas as gerações em cena!!! Tem personagem para todos e ainda sobra!!! "Nós Somos Encantados" em novembro!!!


"Vídeo Arte" - Festival TV Tupi - "Antônio Maria" novela de 1968, um grande sucesso de audiência!


"Vídeo Arte" - Taio Cruz - "Dynamite" - Dinamite - Nossa vida pode virar dinamite??? Onde vamos colocar dinamite? Em quem???

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ALMA CULTURA - CLARICE POR BETH!

A Clarice de Beth Goulart
Atriz volta a São Paulo com monólogo premiado.
Visto por mais de 80 mil pessoas, "Simplesmente Eu, Clarice Lispector" com Beth Goulart, está de volta ao cartaz em São Paulo. A atriz, que também assina adaptação do texto e direção, conquistou dois prêmios de interpretação: o Shell 2009 e o APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro).
Com supervisão de Amir Haddad, o monólogo faz um retrato extremamente pessoal da escritora, onde Beth interpreta a autora e quatro de suas personagens. “Elas representam algumas facetas da própria Clarice", comenta a atriz. Em entrevista, ela fala sobre a peça ,que já passou por várias cidades do Brasil, novos projetos e o fascínio que a autora Clarice Lispector lhe desperta a cada dia.

'Simplesmente Eu, Clarice Lispector' já percorreu quantas cidades?
Foram muitas desde a estreia em Brasília. Estivemos no Rio de Janeiro em temporadas diferentes, 13 cidades do Rio Grande do Sul, Curitiba, Belo Horizonte, Juiz de Fora e São Paulo, onde estamos fazendo a segunda temporada. E já temos agenda marcada para Vitória, Olinda e Recife. É uma alegria ter um projeto que interessa às pessoas. Fizemos uma participação especial na Bienal do Livro e faremos também uma performance na Bienal Internacional de Arte de SP, mais para o fim do ano.

Por que a peça causa tamanho interesse?
A peça é sobre uma autora que fala profundamente à alma das pessoas, isso se deve muito a obra da Clarice. É uma autora especial, com muitos admiradores e acho que as pessoas querem de alguma foram se aproximar deste mistério, desta magia que a literatura da Clarice nos traz. Propõe um olhar para dentro da gente para olharmos melhor para fora, nos tornamos mais sensíveis e perceptíveis ao que está no nosso entorno.

Clarice é conhecida como a autora inacessível. Você conseguiu se aproximar dela?
Consegui essa proximidade por meio de meu coração, A forma mais profunda de acessar Clarice é através do sentir. Ela costumava dizer que gostaria que a sua literatura fosse um sentir. Suas histórias estimulam a nossa sensibilidade. A escritora queria que as pessoas a entendessem mais sentindo do que analisando sua obra. Segui essa orientação e busquei chegar próxima a Clarice pelo sentimento. Talvez por isso a peça funcione tanto: é uma linha direta de coração para coração.

Consegue eleger um livro da autora?
É difícil, mas talvez o mais especial seja “Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” . È a história de uma professora primária que marca um encontro com um professor de filosofia. Mas ele lhe propõe um desafio: não quer que ele viva encontro fugaz,mas que se prepare para encontro de amor. Para isso precisa observar as coisas da vida, ela terá de se conhecer melhor, se perceber. Neste processo de entendimento e de amor faz professora uma se tornar uma outra pessoa. A obra está muito presente no espetáculo.

Não é a primeira vez que escreve, dirige e encena uma obra. É mais fácil quando seu olhar está presente desde a concepção do texto?
É uma busca de uma linguagem própria, tenho essa inquietação artística desde muito cedo. Isso começou em 91, quando levei ao palco “Pierrot Marie”. Já tinha essa busca pessoal, isso veio ao longo do tempo amadurecendo, fiz “Dorotéia Minha” (2002), para se chegar ao espetáculo de hoje. A direção me interessa, tenho outros projetos, mas acho que sou um pouco cobaia das minhas idéias. Precisava ter experimentado como atriz para ter discernimento e amadurecimento de linguagem para desenvolver um trabalho com outra pessoa.

Pensa em viver outra grande personagem?
Tenho um projeto sobre as grandes mulheres brasileiras. A próxima mulher que lanço meu olhar como dramaturga e diretora será Tina Ciata, a mãe do samba. A próxima que irei interpretar daqui a alguns anos será Dulcina de Moraes.

O que Clarice mudou em você?
A Clarice muda a gente todos os dias. Lidar com uma palavra tão forte como a dela mexe dentro da gente. Ninguém lê esta autora impunemente: ela te obriga a se perceber um pouco mais. E este olhar para dentro é cada vez é diferente, se transforma e, consequentemente, lhe transforma.



Álbum Alma Espírito

Eles são espíritos em cena, mas parece que ainda não se tocaram disso... "Nós Somos Encantados" em novembro aguardem!!!!
Cena de tensão, romance, intensas emoções... Mas parece comédia... "Nós Somos Encantados" em novembro!!!


"Vídeo Arte" - Festival TV Tupi - "O Jovem Doutor Ricardo" em 1957 sem som! Raras imagens!


"Vídeo Arte" - Beth Goulart em "Simplesmente Eu, Clarice Lispector"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ESPÍRITO DA ALMA - EU CAIBO NUMA CALÇA 40!

Moema, Zona Sul de São Paulo. Bianca sai de casa atrasada. Não pensa sequer em olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Sabe apenas que está atrasada e atrasos não fazem parte de seu itinerário. A calça justa não ajuda seus movimentos. Ela aperta suas coxas e lhe dá a sensação de que, por mais que corra, jamais sairá do lugar. E realmente ela nunca mais sairá da neura em que se instalou. A calça de número 43 é sua nova fixação. Quer destruí-la, quer acabar com ela, quer ser o Bush da calça. Por isso usa uma 40. Uma 40 que não lhe cabe. Uma 40 que lhe aperta as coxas e prepara campo para estrias e celulites. Estrias e celulites que lhe seriam releváveis, caso coubesse numa calça de número 40.
Pega um ônibus e entra afobada esperando que o motorista seja rápido e mal educado, não parando em metade dos pontos que lhe derem sinal. Infelizmente o motorista era ético. Parava em todos os pontos. Ético e lerdo. O relógio não parava de correr enquanto ela cantarolava, transtornada, Cazuza. “O tempo não pára. Não pára não, não pára!”. Chegou ao seu destino, meia hora atrasada. A calça 40 que usava já estava esticada a ponto de ser maior que uma 43. Possivelmente estava com a traseira rasgada, mas não se importou. Corria para ver se sua ambição já tinha sido arrematada. Correu e olhou a vitrine. Um sorriso estampou seu rosto ao ver que a calça azul de número 40 ainda não tinha sido comprada. Estava há 2 semanas admirando aquela calça 40. Uma calça que se recusava a comprar para que não a usasse e a estragasse. Uma calça azul escuro com brilhos discretos na bainha e um fecho dourado sem brilho e com um botão cravejado de falsos brilhantes. Tinha uma costura perfeita, sem linhas expostas, sem artes psicodélicas pseudo-modernas... Era uma calça simples e elegante, que cairia bem com qualquer jaquetinha preta ou com qualquer blusa Chanel que tivesse em seu guarda roupa. Não era uma Dolce&Gabbana, nem uma Gucci. Uma Chanel muito menos. “Chanel tinha horror a calças com brilho”, pensou. Era uma calça sem grife, sem marca, sem nome, sem dono. Ou melhor, tinha um dono. Bianca. Ela era sua dona por direito. Sabia que aquela calça fora feita especialmente para ela, sabia que ninguém poderia usá-la senão ela, sabia que se alguém a comprasse não saberia em que ocasiões usá-la. Enfim, era uma calça feita quase sob medida. O problema é que era 40 e, como já sabemos, Bianca tinha problemas com calças de número 40. Se achava mais magra por poder usá-las, mas no fundo sabia que estava mais gorda por ter toda aquela barriga saindo para fora. Mas estava decidida! “Vou emagrecer, vou caber nesta calça 40! Nem que pra isso eu tenha que fazer um pacto com o diabo!”. Não acreditava no diabo. Sabia que ela mesma deveria ser mil vezes pior que aquele que todos temiam. Já que a calça ainda estava ali decidiu voltar pra casa e lidar com sua dieta maluca que tirou de uma revista de beleza qualquer que achou escondida atrás dos livros de antropologia do padrasto. Estranho? Quem somos nós para julgá-lo?
Chegou em casa e correu para a cozinha. Preparou um prato de mamão, açúcar, banana, e bolachas de água e sal. Pegou um copo D’água e foi para o quarto. Leu em algum lugar que se comesse frutas com açúcar seguida de bolacha de água e sal seus organismos gastariam tanto tempo tentando digerir aquela loucura culinária que acabariam por desaparecer aos poucos e, com eles, sumiria a gordura. Também não podemos julgá-la. O desespero nos leva ao extremo do ridículo. O copo D’água era apenas um consolo, caso sua experiência não conseguisse ser digerida. Bianca estava esperançosa. Sabia que queria aquela calça e sabia que a conseguiria. Nenhum vendedor teria coragem de vendê-la. Todos já conheciam Bianca, que passava no mínimo duas horas por dia (e sete dias por semana) admirando e monitorando aquela calça. Todos a chamavam de “Garota da Vitrine”, porque eles a viam apenas pela vitrine. Nunca entrou na loja. Nunca tocou na calça. Mas sempre soube que era de número 40 e que deveria ser sua. Preço? Não se interessava pelo preço, afinal o cartão de crédito mágico do padrasto pagava tudo com um dinheiro que vinha de certas ilhas não identificáveis no mapa (quem somos nós para culpá-lo?).
Sempre soube que a calça seria sua. Consultou uma cartomante que jogou as cartas e disse-lhe: aquela calça que você tanto deseja será sua. Só o que a cartomante não foi capaz de precisar foi o número da calça que, de acordo com ela, era impossível de ser precisado pelas cartas. Os dias que se seguiram foram de total dedicação. Comia todos os dias mamão, açúcar, banana e bolachas de água e sal. Passou a desprezar batatas fritas, lanches do Mcdonalds, massas e qualquer outra fruta que não fosse aquela prevista em dieta. Não fazia exercícios físicos porque não queria que seus quadris alargassem. Comia e aguardava que a dieta fizesse resultado.
Um mês e meio após o início da dieta decidiu que era hora de comprar a calça. Era hora de vestir em seu corpo aquela calça 40 que lhe caberia como uma luva. Saiu correndo de casa, pegou o primeiro ônibus que apareceu e deu sorte. O motorista não tinha ética. Parava apenas em pontos que lhe fossem interessantes parar e estava despreocupado com a velocidade mínima no trânsito. Chegou na loja sabendo que seu dia estava perfeito. Entrou e foi cumprimentada por um dos vendedores, enquanto os outros cochichavam. “Será que hoje é o grande dia?” “Será que ela finalmente criou coragem?” “Será que aquela calça irá lhe servir?”. Pediu a calça da vitrine e correu para o provador. A calça demorou alguns segundos para chegar. Segundos que pareceram horas e horas que pareciam dias e por aí vai. Pegou a calça e a encarou. Olho no olho. Era hora da verdade. “Agora somos só nós duas calça. Eu e você. Sem cintas. Só você e eu!”. Despiu a calça que vestia com muita dificuldade. Iniciou o ritual do vestuário. Colocou a perna direita. Subiu a calça. Seguiu-se a perna esquerda. A calça não subia mais. Tentou com todas as forças e nada até que, com muito esforço e suor, conseguiu que a calça lhe entrasse. Olhou-se no espelho e uma lágrima caiu de seu rosto. “Eu caibo numa calça 40! Eu caibo numa calça 40!” gritava chorando de felicidade. Saiu do provador pulando e gritando “eu caibo numa calça 40! Eu caibo numa calça 40!”. Encarou um vendedor com um sorriso no rosto e disse-lhe: “eu caibo nessa calça! Eu caibo nessa calça 40!”. O vendedor disfarçou um sorriso sem graça. Ela gritava por toda a loja e todos os vendedores se entreolhavam sorrindo até que um deles, comovido pela pobre moça, acalmou-a e sussurrou em seu ouvido: “Essa calça é 45”.
(Texto de Bruno Cavalcanti)

Álbum Alma Espírito!!!
Aqui Raquel afronta Ruth, o mal e o bem, quem vencerá??? "Nós Somos Encantados" em novembro!!!
Duas em uma, aqui Janaina é Ruth de "Mulheres de Areia"... E ela também é Raquel... Como isso no palco, ao vivo??? Aguardem "Nós Somos Encantados"!!!


"Vídeo Arte" - Festival TV Tupi - Sítio do Pica Pau Amarelo - Tupi 1957!


"Vídeo Arte" - Malika Ayane - "La Prima Cosa Bella" - A primeira coisa bela - O que é belo em nossa vida? O que parece belo não é e o que não parece é?